Após a veiculação da matéria intitulada "Manifestação pede afastamento da SPDM do HRA", a assessoria de imprensa da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina entrou em contato com a reportagem da Revista W3 para repassar, em detalhes, como aconteceu o atendimento ao caso da menina Gabi, citado na matéria.

Assim como citado na própria reportagem, a Revista W3 está aberta aos esclarecimentos por parte da SPDM, que se reporta à imprensa apenas por meio de sua assessoria de imprensa, localizada em São Paulo.

Acompanhe a nota na íntegra:

NOTA

A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) relembra a Revista W3 e sua equipe que, conforme Art. 4º do Código de Ética do Jornalista, o compromisso fundamental deste profissional é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração destes fatos e pela sua correta divulgação. Ao se recusar a entrar em contato com a SPDM, para realizar a completa apuração de informações antes da publicação de reportagens, este veículo não cumpre com tais premissas deste importante Código, que rege redações pelo país.

Lembramos também que a SPDM é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, com mais de 80 anos de experiência na área da saúde e tem como um de seus objetivos e expertise o gerenciamento de unidades e serviços de saúde, através de parcerias firmadas com os entes públicos, nos âmbitos municipal, estadual e federal. Assim, tem como um de seus pilares contribuir para a melhoria dos serviços médicos prestados à população brasileira, seja no estado de São Paulo ou de Santa Catarina, acreditando firmemente que a união das mais diversas entidades e pessoas de diferentes locais pelo país em prol da saúde da população é fundamental, não apenas para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde, mas também para o progresso de nossa nação.

Em relação ao caso da paciente M.G. citada na reportagem, esclarecemos que no dia 02/03/17, às 19:05h, a mesma chegou ao Hospital Regional de Araranguá (HRA) conduzida pelo SAMU, foi acolhida através do protocolo ACCR – Acolhimento Com Classificação de Risco, após queda com trauma na região occipital. Sendo atendida às 19:10h pelo médico plantonista, foi medicada e encaminhada à realização de tomografia de crânio. Às 19:50h, quarenta minutos após sua entrada na unidade, retorna da tomografia com sinais vitais estáveis, acordada, sendo acomodada em leito na observação pediátrica, sem queixas no momento, aguardando laudo de tomografia. Às 21:15h, o médico recebe o laudo do exame e já inicia contato com a equipe de Neurologia Pediátrica no Hospital Santa Catarina, de Criciúma, sendo orientado contato com a oncopediatria; às 23:30h, foi realizado contato com a oncopediatria do Hospital São José de Criciúma (HSJ), que aceita a paciente, orienta observação e solicita que a criança seja encaminhada pela manhã do dia seguinte, seguindo com quadro estável no Hospital Regional de Araranguá. Durante estes procedimentos, foram feitas algumas hipóteses diagnósticas a investigar em serviço especializado, e não um “diagnóstico inconclusivo”, como descreve, erroneamente, a reportagem.

No dia 03/02/17, às 08:08h, a paciente segue com sinais vitais estáveis, é medicada às 09:50h e o médico plantonista faz contato com SAMU solicitando a transferência. A criança segue com sinais vitais estáveis, mantendo nível de consciência até a efetivação de sua transferência pelo SAMU, às 10:45h. O SAMU foi acionado logo que a médica da referência do Hospital São José de Criciúma (HSJ) autorizou a transferência e, em menos de uma hora após ser acionado, conduziu a paciente ao seu destino.

Portanto, o veículo falta com a verdade ao informar que a paciente não recebeu atendimento por nove horas no HRA. Não houve qualquer negligência, falta de humanização ou de eficiência - todos os equipamentos que a paciente precisou estavam em pleno funcionamento e não houve quaisquer problemas durante o seu atendimento.

Em relação ao serviço de urgência/emergência em pediatria, esclarecemos que o mesmo foi implantado pela gestão da SPDM no Hospital Regional de Araranguá e que nenhum outro hospital da região tem pediatras atendendo urgência/emergência. Os médicos, uma vez graduados e registrados no Conselho, estão aptos à prática médica sem restrições de ordem legal. A Lei N.º 3268/57 permite ao médico o direito de exercer a medicina em qualquer dos seus ramos ou especialidades independentemente de titulação especializada.

Em relação ao paciente A.B, também citado na reportagem esclarecemos que na sua chegada ao hospital o pediatra se encontrava em atendimento de emergência prioritário, sendo o mesmo acolhido através do protocolo ACCR às 20:57h do dia 12/03/2017, não classificado como uma emergência e atendido pelo médico plantonista às 21:22h. Foi solicitado raio-x e analgesia, sendo que o paciente foi liberado às 22:51h, com encaminhamento para o retorno com ortopedista, perfazendo menos de duas horas entre o atendimento, medicação, exames e liberação.

Apresentadas as considerações, podemos claramente concluir que o paciente em questão foi atendido por profissionais com qualificação técnica suficiente e também em tempo adequado. Frisamos que as informações referentes aos pacientes são colhidas em prontuário médico.

Esclarecemos que a SPDM não se manifesta contrária a qualquer tipo de movimentação popular, desde que mantida a ordem pública e respeitados os acessos aos usuários que buscam atendimento na unidade, bem como àqueles que já se encontram internados no serviço.

Ressaltamos que o hospital mantém um Corpo Técnico Médico que está à inteira disposição dos familiares para o acolhimento de suas duvidas e esclarecimentos. Por fim, manifesta sua solidariedade aos familiares.

Direção Geral do Hospital Regional de Araranguá
Superintendência SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina