Em contato com a reportagem da Revista W3, os estudantes da Faculdade do Vale do Araranguá, informaram que após breve conversa, o secretário de Administração, Alderi Castro negou o repasse das bolsas de estudo que vinham sendo destinadas a aproximadamente 30 estudantes da instituição. O motivo, segundo eles, seria a falta de recursos do paço municipal.

Entenda o caso

A tarde desta quarta-feira, 22, inicia de maneira decisiva para um grupo de alunos da Faculdade do Vale do Araranguá. Eles representam uma turma de 30 universitários que dependem de bolsas de estudo para poder cursar uma graduação e estão em buscas de respostas, junto à administração municipal, sobre o retorno do benefício.

A questão é que até o final de 2016, o recuso estava sendo repassado normalmente. Porém, com a transição do executivo, até o momento, não houve repasse e nem uma explicação sobre um possível prazo. “Viemos até aqui para conversar e ver o que eles nos dizem. Sabemos que é nosso direito e vamos cobra-lo. Se estamos aqui pedindo, é porque realmente precisamos”, destaca a estudante Mariana, que está na 5ª do curso de Educação Física.

Junto com Mariana, um grupo de mais 10 alunos está, neste momento, na sede do paço municipal aguardando o atendimento do secretário de Administração, Alderi Castro. “Ele informou que estaria vindo para cá. Estamos no aguardo”, ressalta.

A bolsa

As bolsas podem ser disponibilizadas de forma integral ou parcial. O valor integral é de R$ 530,00. Este valor cobre apenas a mensalidade dos alunos da primeira fase, para os demais, ainda fica faltando uma parte. “Muitos alunos ainda nem se matricularam, pois não tem condições de pagar, outros, se matricularam apenas em algumas cadeiras para não perder a matrícula. Estamos a mercê da administração”, destaca Mariana.

O principal requisito para ter acesso a uma bolsa de estudo é morar em Araranguá. Não há necessidade de comprovar baixa renda, por exemplo, mas quem acaba solicitando o benefício são realmente os alunos que mais precisam. Em contrapartida, os beneficiários precisam estar disponíveis para auxiliar a prefeitura em projetos e eventos, num total de 20 horas semanais.