“Para mim o ecumenismo é prioritário. Hoje, existe o ecumenismo do sangue. Em alguns países, matam os cristãos porque carregam uma cruz ou têm uma Bíblia, e, antes de matá-los, não lhes perguntam se são anglicanos, luteranos, católicos ou ortodoxos. O sangue é misturado. Para aqueles que matam, somos cristãos”

Papa Francisco

Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no último Censo, em 2010, Araranguá registrava 17 unidades distintas de espaços para a propagação da fé (http://cod.ibge.gov.br/A2BT). Hoje, seis anos depois, sabemos que este número é maior, e que representa a diversidade de um povo que tem como pano de fundo a fé no mesmo Deus. Ser ecumênico, conforme propaga o Papa Francisco, maior representante da igreja católica – que ainda é registrada como a maior comunidade religiosa em Araranguá – é ser, antes de tudo, irmão em Cristo.

A fé em Araranguá pode ser representada pela fé católica e seu culto à Padroeira, Nossa Senhora Mãe dos Homens, em 04 de maio. Também pode ser mostrada através do culto aos orixás das religiões de matrizes africanas como a umbanda e o candomblé. A fé do araranguaense está nas portas abertas das igrejas evangélicas, algumas demonstradas pela música gospel, outras pelas sessões de descarrego, e outras ainda pela ausência de culto a estátuas que representam a Trindade Divina.

Não importa a religião, o mais importante é que Araranguá tem garantido a força e a determinação dos que constroem a cidade a cada dia com suas próprias mãos e é claro com muita fé.

A fé pode ser vivenciada através de uma imagem como esta da Igreja de Ilhas, fotografada por Maria Eduarda Feyh em dezembro de 2015

Babalorixá Mário de Xangô manuseando as cartas divinatórias, com altar ao fundo, no final do ano passado. A foto é de Felipe Balthazar

O ar bucólico da Igreja Matriz de Araranguá foi registrado por Mateus Anastácio numa noite de neblina.