A denúncia encaminhada pela leitora do Jornal W3, Mariza Eich, do bairro Polícia Rodoviária, levou a reportagem do Jornal W3 a visitar o local, um posto de gasolina instalado às margens da antiga BR 101, no bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá, e que está abandonado.

Nas duas rampas que serviam de acesso a veículos para a troca de óleo, que medem cerca de dez metros de cumprimento cada, e que se encontram desativadas, o acúmulo de água, restos de garrafas plásticas e lixo representam o berçário perfeito para os mosquitos, inclusive o aedes aegypti, transmissor da dengue,  do zica vírus e da febre chikungunya.

Sobre o assunto, o coordenador do Controle de Endemias da prefeitura de Araranguá, Joélcio Anastácio, explica que o caso está sendo acompanhado desde o final do ano passado, quando o local mudou de proprietário e o problema começou a existir.

Joélcio diz que desde então, o local está cadastrado no sistema como um dos pontos de acesso de monitoramento, e que o novo proprietário já foi informado da situação: “Na semana passada, a empresa apresentou uma nota de prestação de serviços, informando que havia feito a limpeza, mas o problema não foi resolvido”, relata Anastácio, que diz que a providência foi oficializar uma nova solicitação para a limpeza do espaço: “Os proprietários alegam que a água que se acumula lá não vem da chuva, já que o local possui cobertura, e que é proveniente do desvio do esgoto de um restaurante próximo ao posto”.  Uma outra situação aconteceu no mesmo local, quando havia acúmulo de pneus espalhados pelo pátio, e que Joélson diz que foi resolvido com apenas um telefonema ao responsável.

Sobre o acúmulo de água nas duas rampas desativadas do posto de gasolina abandonado, o novo proprietário se comprometeu a realizar a limpeza. Caso isto não aconteça, o caso será levado para a Vigilância Sanitária, órgão autorizado a notificar os responsáveis.

Cinco focos do Aedes em Araranguá

O coordenador do Controle de Epidemias da prefeitura ressalta que o trabalho de combate aos focos do mosquito transmissor da dengue, zica e chikungunya é intenso e bem ordenado no município. A vigilância mantém 250 armadilhas espalhadas pela cidade, que são visitadas a cada sete dias, somando 12 mil visitas anuais. Há também 90 pontos estratégicos – como o posto de gasolina desativado na Polícia Rodoviária – que são conferidos a cada sete dias, perfazendo 2 mil visitas/ano. As denúncias também representam uma forte ferramenta de trabalho, e este ano, elas cresceram consideravelmente: pularam de 130 denúncias em todo o ano de 2015 contra mais de 200 denúncias reportadas apenas nos três primeiros meses de 2016.

Em Araranguá, foram registrados cinco focos do mosquito, nos bairros de Mato Alto, Cidade Alta, Divinéia, Vila São José e Centro. Em cada foco, todas os imóveis localizados num raio de 300 metros também são vistoriados pelos fiscais, somando cerca de 2 mil propriedades que recebem visitas semanais na busca pela prevenção.