É grande a indignação e a revolta da população araranguaense contra o projeto de Lei Ordinária nº 1/2016 de 03 de fevereiro deste ano, que fixa os subsídios dos agentes políticos do município de Araranguá, para o próximo mandato (2017/2020).

Aprovado por unanimidade pelos legisladores, na primeira sessão ordinária do ano, realizada quase às escuras, na semana de carnaval, os novos valores fixados representam um aumento de 21,82%, o dobro do reajuste do salário mínimo que em 2016 foi de apenas 11,57%, ou seja, basicamente a reposição da nossa inflação.

Enquanto o trabalhador brasileiro recebeu um aumento de apenas R$ 92,00, os legisladores em Araranguá esperam receber a partir de janeiro de 2017, um aumento de aproximadamente R$ 1,721. Segundo o projeto de lei, o subsídio mensal dos vereadores vai passar de R$ 7.879,99 para R$ 9,6mil (nove mil e seiscentos reais).

Já o presidente da Câmara, cargo hoje ocupado pelo vereador Roniel Bianchin da Silva, o Rony (PMDB), também terá um aumento de 21%, passando de R$ 11.819,97 para R$ 14,4mil (quatorze mil e quatrocentos reais), um acréscimo de aproximadamente R$ 2.581. O projeto fixa ainda o subsídio mensal do prefeito municipal, que passará a receber R$ 18.000,00 (dezoito mil reais); do vice-prefeito municipal que ficou fixado em R$ 12.000,00 (doze mil reais). População quer corte no salário dos vereadores e executivo Inconformados com a gastança promovida pela Câmara de Vereadores em um período onde o Brasil inteiro tenta emergir de uma grave crise econômica e política, lideranças comunitárias e da sociedade civil organizada, estão recolhendo assinaturas na internet para impedir a tramitação do projeto de lei que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

Segundo o estudante universitário Guilherme Tonini, um dos líderes que encabeça o movimento contra o aumento de salários, o abaixo-assinado tem por objetivo recolher assinatura de pelo menos 5% dos eleitores, para emplacar um projeto de lei de iniciativa popular. O movimento iniciou nesta segunda-feira, dia 29 e ainda não tem data para terminar. Manifestações públicas e eventos contra o aumento salarial também estão sendo organizadas.

“Estamos pedindo que assinem esta petição eletrônica, todos os cidadãos araranguaenses que se opõem ao Projeto de Lei, por entenderem que o aumento não condiz com o trabalho que vem sendo exercido; que na conjuntura atual, sob crise econômica, o aumento não é oportuno; entre outros argumentos que a população dispõe discordando do Projeto de Lei,” explicou o estudante. Como fazer parte do abaixo-assinado Para fazer parte do movimento e engrossar o coro dos descontentes com o aumento de mais de 21% do salário dos vereadores, é preciso acessar o link abaixo:

(https://secure.avaaz.org/po/petition/Sandro_Roberto_Maciel_VETAR_O_)

e inserir dados pessoais. As assinaturas serão entregues ao chefe do executivo, Sandro Roberto Maciel, que poderá ou não sancionar o projeto de lei. Caso o prefeito não sancione, os próprios vereadores poderão promulgar a lei que fixa o aumento de seus salários. Presidente evita falar do assunto IMG_2545-300x200.jpg

A reportagem da Revista W3 entrou em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, Roniel Bianchin da Silva, o Rony (PMDB),  na tarde desta segunda-feira. O vereador fugiu da raia e não quis fazer declarações sobre o assunto. A reportagem completa sobre a polêmica do aumento dos salários você lê nesta sexta-feira, na edição semanal do Jornal W3